quinta-feira, 13 de junho de 2013

A Obra de Deus não se Desfará


Entre cogitações, concluo com singeleza intelectual que todo o Homem é iminentemente social e espiritual. Possivelmente, a asserção que pugna pelo carácter iminentemente social do Homem não suscita qualquer espécie de controvérsia, sendo, penso eu, unânime. De facto, todos nós nos predispomos às relações interpessoais, a menos que padeçamos de uma perturbação relacional, buscando um grupo no qual nos identificamos, gerando-se uma influência recíproca entre a sua cultura e valores e os nossos traços de personalidade. Esta inserção no grupo gera satisfação, e, acima de tudo, sentimento de pertença, ancorando-nos e nos fazendo sentir que pertencemos a algo. Quão importante é isto para todos nós. Todavia, não há consenso, ou, existindo é muito menos alargado, quando se afirma que o Homem é iminentemente espiritual. Muitos pensam e crêem que somos meramente um corpo, apetrechado por excelentes capacidades cognitivas e um sistema emocional complexo, ao contrário dos demais animais. Não vislumbram, em momento algum, um outro plano para além da nossa realidade física, na qual todos nós, melhor ou pior, nos movemos e existimos por um determinado tempo. Contudo, o Homem, por uma evidente desosnestidade para consigo, não observa as suas reais necessidades, não se apercebendo que incessantemente procura a realidade espiritual pararela à sua realidade física. Na verdade, se, como observadores insuspeitos, compararmos pessoas que estão num concerto e pessoas que estão num igreja cultuando a Deus, observaremos que a sua face e emoções são muito similares, isto porque há uma procura e forte desejo por parte de todos nós de cultuar. Esta necessidade provém do fatco de Deus ser espírito e nós termos sido criados à sua imagem e semelhança, logo também possuímos a capacidade de nos situarmos no plano espiritual, e aí estabelecermos uma relação íntima com Deus. E mais, muitos de nós não crê em Deus, mas é supersticioso, revelando o seu medo pelo maligno. Como poderemos temer o diabo, mas não crer em Deus? Mas, muitos há que temem ver facas cruzadas, e outros colocam símbolos no carro para os livrar do mal, entre muitas outras coisas que revelam o ancestral medo que o Homem tem do divino sobre a sua vida, ainda que se diga ateu ou outra coisa qualquer que deixe Deus de fora.
Penso que muitos chegam à conclusão errada, porque partiram da premissa errada. Muitos dizem de forma vigorosa “Como é que Deus existe? Se Deus existisse não havia fome no mundo, não havia aqueles meninos lá em Àfrica, não existiria mães a perderem filhos a todo o momento; onde está esse Deus e o seu amor!?”. A esta resposta bastaria dizer somente “Deus é Deus, ele fez os céus e a terra, e tudo o que neles há, mas ainda assim nós escolheu para que fôssemos objecto íntimo e pessoal do seu amor, amando-nos primeiro por meio do seu filho”. Mas, podemos reflectir meramente à luz do raciocínio humano, através daquilo que todos nós conhecemos para daí chegarmos ao que não conhecemos. Assim, eu inverteria a premissa, e dir-vos-ei “Como é que Deus não existe?”. Então, nós que cremos que tudo o que existe foi criado, como podemos pensar simplesmente que o universo, com todo o seu esplendor, veio do nada, não lhe sendo atribuído um criador? Aqui reside a primordial contradição do Homem. E mais, nós possuímos a palavra de Deus que demorou cerca de 2000 mil anos a ser escrita, já que do livro do génesis, o seu primeiro, até ao livro de apocalipse, o seu último, trancorreram cerca de 2000 mil anos. E, posta a sua conclusão, já perdurou até aos nossos dias quase mais 2000 mil anos. Será que alguém em sua casa possui escritos com cerca de 4000 mil anos? A palavra de Deus perdura de século em século, porque provém dele e da sua vontade, se assim não fosse já se teria perdido. Certo homem um dia, a saber Gamaliel, instruído e venerado religioso da altura de Jesus Cristo, disse acerca dos discípulos de Jesus “deixai-os, porque se este conselho ou esta obra é de homens se desfará, mas, se é de Deus não podereis desfazê-la”. Observamos que até ao dia de hoje, transpostos 2000 mil anos, se fazem discípulos de Cristo, e porquê? Simplesmente, porque a obra é de Deus, se fosse uma mera seita, certamente já se teria diluído no tempo. Jesus, o Cristo, filho de Deus, veio marcar o mundo e salvar para Deus homens de toda a raça, tribo e nação. As suas marcas são indeléveis e bem presentes. O próprio tempo se baliza entre antes e depois de Cristo. Na verdade, é necessário muita fé para não crer em Deus, o pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Como poderemos crer que viemos do nada e iremos para o nada? Nós que hoje até somos uma “máquina” tão capacitada. Não seria demasiado redutor pensarmos que do nada viemos e para o nada iremos!? Penso que o Homem se debate com uma enorme dificuldade, que se prende com a sua incapacidade de perceber a sua condição. Se compreendêssemos a nossa vulnerabilidade e fragilidade, bem como a nossa natureza intrinsecamente má, na qual observamos um inclinação para o mal bem precoce, conseguiríamos facilmente ver Deus e a sua graça em Jesus Cristo, que nos deu o arrependimento para a vida eterna. Deus convoca todos nós ao arrependimento, para que sejamos revestidos da sua justiça e do seu espírito “arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis a virtude do espírito santo”. Não queiras viver no mundo sem Deus e as suas promessas. Busca-o de todo o coração e o acharás!

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