quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Pensa o que Deus pensa - "A mente de Cristo".



Parece impossível poder pensar como Deus pensa. Tal pretensão poderia ser considerada uma heresia, caso não fosse uma realidade bíblica para o crente. Mas, de facto, é-nos outorgada essa capacidade, mediante a renovação da nossa mente, segundo a imagem do nosso criador.
Sermos renovados no modo de pensar é um desafio para todos nós. Pensar como Deus pensa; Desejar o que Deus deseja; Fazer a vontade de Deus, segundo o seu plano. Na realidade, passarmos a fazer uso da “mente de Cristo” que está em nós quando nos tornamos uma nova criatura em Cristo.
Todavia, a transformação pela renovação da mente não se dá de um dia para o outro, mas numa vida. Passar a "ser uma nova criatura" é o que permite iniciar o processo de renovação da mente. Este processo será terminado quando Jesus vier buscar a sua igreja. Nessa altura passaremos a ser como ele é.
Todavia, a grande questão é: Como é que homens que ainda falham podem ter a mente de Cristo? Ter a mente de Cristo significa que temos a capacidade, pelo espírito Santo, de pensar como Deus pensa. Temos a capacidade de pôr o seu plano em acção. Ter a mente de Cristo é o céu reinar na nossa mente. São os pensamentos piedosos serem naturais em nós.
Já vimos que este processo se inicia no “ser uma nova criatura”, mas como ele se desenvolve? Na prática o que permite o processo de transformação?
A transformação de renovação do crente em Cristo Jesus passa por estar na presença do Senhor – “Contemplar a sua glória, sendo transformando segundo a imagem de Deus”. Este é o segredo.
Na oração, na leitura da palavra de Deus e na comunhão com o Espírito Santo estamos sendo renovados na nossa mente. Estes são os três ambientes onde a glória de Deus é revelada e nos transforma. Aqui os pensamentos de Deus passam a ser os nossos – mente renovada, segundo o criador.
Quanto mais buscas a presença do Senhor, mas parecido te tornas com ele. Mais os seus pensamentos são os teus. Mais amas o que ele ama e odeias o que ele detesta. Deixa que o espírito Santo traga o reino de Deus para a tua mente. Permite que Deus governe os teus pensamentos. Seja feita a sua vontade em tua mente, como é feita nos céus.

domingo, 16 de abril de 2017

Última ceia
Certamente que para qualquer um de nós, caso nos fosse dado um tempo determinado de vida, gastaríamos muito bem o nosso tempo e estaríamos com quem mais amamos. Foi isso mesmo que Jesus Cristo, o filho de Deus fez: “antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a hora tempo de passar deste mundo para o pai, como havia amado os seus que estavam neste mundo, amou-os até ao fim”. Diante do turbilhão de emoções que passava, Jesus amou, confortou, ensinou e instruiu os seus discípulos, colocando um ênfase específico em cada palavra e acção, que nos servem, hoje, de precioso ensinamento.
Neste cenário, como Judeu exemplar – “cumprindo toda a justiça” - mandou os discípulos preparar um lugar para “sacrificar a páscoa”. Depois de seguidas todas as indicações que Jesus deu acerca do local, estabeleceram-se num cenáculo, na qual se deu a célebre última ceia. Neste último momento de intimidade dos discípulos com Jesus, ressaltam duas coisas muito relevantes para a igreja e o mundo em geral: Jesus lavou os pés aos discípulos e instituiu um novo testamento.
A lavagem dos pés aos discípulos, ocorreu neste contexto, na véspera da sua crucificação, depois de comerem a refeição da páscoa – Cordeiro assado, pães de asmos e ervas amargosas – “Jesus levantou-se da ceia, tirou as vestes, cingiu-se com uma toalha, depois de colocada à água numa bacia, começou por lavar os pés aos discípulos”. De facto, bastante curioso. O que quis Jesus transmitir, naquele momento, aos discípulos e, hoje, a nós? A lavagem dos pés dos discípulos por parte de Jesus, indica-nos, sem dúvida, pelo menos, três coisas importantes: Demonstração de amor até ao final; A importância do serviço; o sacrifício como prefiguração do sacrifício da cruz, pelo qual passou na Sexta-feira de manhã.
Por outro lado, observamos a projecção da instituição de um novo testamento, concretizado pela sua morte, este perpétuo e com melhores promessas que o anterior “tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós”. Jesus apresenta-se inequivocamente como o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, através do seu sangue “Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”. Estabeleceu uma nova aliança – um novo testamento – pela sua morte, “porque é necessário a morte do testador para haja testamento”.
Hoje, somos salvos pela obediência e fé no seu sangue, como os judeus 1500 anos antes de Cristo confiaram nas instruções de Deus dadas a Moisés, e no dia 14, possivelmente de Abril, sacrificaram um cordeiro, assando-o e colocando o seu sangue nos umbrais das portas. Esta fé e obediência livrou-os da morte, que nessa noite assolou todo o Egipto. Daí “páscoa” significa passar por cima, para além da marca ou poupar.
Assim, em Jesus, caso confiemos no sangue do cordeiro de Deus, os nossos pecados serão perdoados e estaremos livres da morte.

Deus vos abençoe ricamente.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

 A acessibilidade da fé em Jesus - para todos.


Uma das maiores características da fé é a sua acessibilidade. Ela encontra-se disponível em Jesus. Todos poderão recebê-la e desfrutar dos seus benefícios. A fé, de modo, algum é exclusiva. É só tomares posse.
A bíblia fala que Deus, em Jesus Cristo, deu uma medida de fé a todos os Homens. Todos poderão tomá-la para si, apropriando-se dela e crescendo na sua medida. Nisto agradaremos a Deus. Seremos reputados como justos e nos purificamos.
Curiosamente, Jesus nunca advertiu alguém por falta de santidade, mas, sim, por falta de misericórdia, amor e fé. A fé definitivamente agrada a Deus. Somos por si reputados como justos, não porque, no somatório, fazemos mais coisas boas do que más, mas porque cremos no testemunho que Deus deu em Jesus Cristo. Não crer no testemunho de Deus, por meio de Jesus Cristo, será o pecado que não será perdoado. Mais do que a nossa natureza adâmica, que nos torna propensos a pecar, a nossa ausência de fé, marcada pelo antagonismo ao nosso Pai, levar-nos-á, irremediavelmente à condenação.
Caso ainda não tenhas fé, pede-a a Deus. Pede e ser-te-á dada. Pela fé viverás. Viverás não pelo estado da economia, ciência, país ou opiniões de familiares e amigos, mas porque Cristo morreu por nós, pelos nossos pecados, e ressurgiu ao terceiro dia para total certeza da nossa justificação. Não mais há condenação. Estamos ilibados! O medo já era!
Pede fé a Deus, ele dar-te-á liberalmente em Cristo. E, pela fé andarás, abrirás mares, saltarás muros, correrás vales, quebrarás as tuas fortalezas interiores e lograrás grandes coisas. Pela fé serás uma gigante em Deus.
Crê somente como diz as escrituras e sentirás a real presença de Deus fluir em ti. Haverá refrigério, será bálsamo para as tuas dores. Haverá cura e milagres. Nas suas mãos serás um homem prudente, e tudo quanto fizeres prosperará, ainda que a economia não cresça, tu serás farto, não haverá fome na tua casa.
 

“Provai e vede que o senhor é bom!”

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Sair do arraial para abraçar Jesus


Ele mesmo padeceu, o verbo que se fez carne, o próprio Deus, sofreu fora do arraial, como os animais do antigo testamento, que eram sacrificados pela expiação do pecado do povo anualmente. O justo pelo injustos, para nos conduzir ao pai, para santificar um povo especial, zeloso de boas obras. Hoje, o espírito Santo, através do autor aos hebreus, convida-nos a sairmos do arraial e abraçarmos este Jesus fora de portas. Este sair do arraial, naquela altura, poderia significar para os crentes do novo testamento - Igreja primitiva-, deixar o judaísmo, a lei e a circuncisão, identificando-se totalmente com Cristo e a nova aliança feita pelo seu sangue. Hoje, para nós, deixar o arraial significará romper com os padrões e amizade com este mundo, mostrando a nossa total identificação e dedicação a Cristo, como Senhor das novas vidas . Hoje, como cidadãos dos céus, não nos envergonhamos do reino que recebemos, e sabemos que não temos aqui cidade permanente, mas somos forasteiros e peregrinos, como astros no mundo. Convictos, sabemos, que se este tabernáculo se desfizer - o nosso corpo-, temos já nos céus preparada morada, uma herança eterna - incorruptível, que não se pode manchar ou perder valor.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A Obra de Deus não se Desfará


Entre cogitações, concluo com singeleza intelectual que todo o Homem é iminentemente social e espiritual. Possivelmente, a asserção que pugna pelo carácter iminentemente social do Homem não suscita qualquer espécie de controvérsia, sendo, penso eu, unânime. De facto, todos nós nos predispomos às relações interpessoais, a menos que padeçamos de uma perturbação relacional, buscando um grupo no qual nos identificamos, gerando-se uma influência recíproca entre a sua cultura e valores e os nossos traços de personalidade. Esta inserção no grupo gera satisfação, e, acima de tudo, sentimento de pertença, ancorando-nos e nos fazendo sentir que pertencemos a algo. Quão importante é isto para todos nós. Todavia, não há consenso, ou, existindo é muito menos alargado, quando se afirma que o Homem é iminentemente espiritual. Muitos pensam e crêem que somos meramente um corpo, apetrechado por excelentes capacidades cognitivas e um sistema emocional complexo, ao contrário dos demais animais. Não vislumbram, em momento algum, um outro plano para além da nossa realidade física, na qual todos nós, melhor ou pior, nos movemos e existimos por um determinado tempo. Contudo, o Homem, por uma evidente desosnestidade para consigo, não observa as suas reais necessidades, não se apercebendo que incessantemente procura a realidade espiritual pararela à sua realidade física. Na verdade, se, como observadores insuspeitos, compararmos pessoas que estão num concerto e pessoas que estão num igreja cultuando a Deus, observaremos que a sua face e emoções são muito similares, isto porque há uma procura e forte desejo por parte de todos nós de cultuar. Esta necessidade provém do fatco de Deus ser espírito e nós termos sido criados à sua imagem e semelhança, logo também possuímos a capacidade de nos situarmos no plano espiritual, e aí estabelecermos uma relação íntima com Deus. E mais, muitos de nós não crê em Deus, mas é supersticioso, revelando o seu medo pelo maligno. Como poderemos temer o diabo, mas não crer em Deus? Mas, muitos há que temem ver facas cruzadas, e outros colocam símbolos no carro para os livrar do mal, entre muitas outras coisas que revelam o ancestral medo que o Homem tem do divino sobre a sua vida, ainda que se diga ateu ou outra coisa qualquer que deixe Deus de fora.
Penso que muitos chegam à conclusão errada, porque partiram da premissa errada. Muitos dizem de forma vigorosa “Como é que Deus existe? Se Deus existisse não havia fome no mundo, não havia aqueles meninos lá em Àfrica, não existiria mães a perderem filhos a todo o momento; onde está esse Deus e o seu amor!?”. A esta resposta bastaria dizer somente “Deus é Deus, ele fez os céus e a terra, e tudo o que neles há, mas ainda assim nós escolheu para que fôssemos objecto íntimo e pessoal do seu amor, amando-nos primeiro por meio do seu filho”. Mas, podemos reflectir meramente à luz do raciocínio humano, através daquilo que todos nós conhecemos para daí chegarmos ao que não conhecemos. Assim, eu inverteria a premissa, e dir-vos-ei “Como é que Deus não existe?”. Então, nós que cremos que tudo o que existe foi criado, como podemos pensar simplesmente que o universo, com todo o seu esplendor, veio do nada, não lhe sendo atribuído um criador? Aqui reside a primordial contradição do Homem. E mais, nós possuímos a palavra de Deus que demorou cerca de 2000 mil anos a ser escrita, já que do livro do génesis, o seu primeiro, até ao livro de apocalipse, o seu último, trancorreram cerca de 2000 mil anos. E, posta a sua conclusão, já perdurou até aos nossos dias quase mais 2000 mil anos. Será que alguém em sua casa possui escritos com cerca de 4000 mil anos? A palavra de Deus perdura de século em século, porque provém dele e da sua vontade, se assim não fosse já se teria perdido. Certo homem um dia, a saber Gamaliel, instruído e venerado religioso da altura de Jesus Cristo, disse acerca dos discípulos de Jesus “deixai-os, porque se este conselho ou esta obra é de homens se desfará, mas, se é de Deus não podereis desfazê-la”. Observamos que até ao dia de hoje, transpostos 2000 mil anos, se fazem discípulos de Cristo, e porquê? Simplesmente, porque a obra é de Deus, se fosse uma mera seita, certamente já se teria diluído no tempo. Jesus, o Cristo, filho de Deus, veio marcar o mundo e salvar para Deus homens de toda a raça, tribo e nação. As suas marcas são indeléveis e bem presentes. O próprio tempo se baliza entre antes e depois de Cristo. Na verdade, é necessário muita fé para não crer em Deus, o pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Como poderemos crer que viemos do nada e iremos para o nada? Nós que hoje até somos uma “máquina” tão capacitada. Não seria demasiado redutor pensarmos que do nada viemos e para o nada iremos!? Penso que o Homem se debate com uma enorme dificuldade, que se prende com a sua incapacidade de perceber a sua condição. Se compreendêssemos a nossa vulnerabilidade e fragilidade, bem como a nossa natureza intrinsecamente má, na qual observamos um inclinação para o mal bem precoce, conseguiríamos facilmente ver Deus e a sua graça em Jesus Cristo, que nos deu o arrependimento para a vida eterna. Deus convoca todos nós ao arrependimento, para que sejamos revestidos da sua justiça e do seu espírito “arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis a virtude do espírito santo”. Não queiras viver no mundo sem Deus e as suas promessas. Busca-o de todo o coração e o acharás!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Amor Perfeito

Mundo caído
Num desamparo ao relento
Livre preso ao pecado
Morrendo doente
Entre a espada e a morte
No pano de fundo
Onde jaz a dor

Mas, lá no alto,
Há no grande céu de Deus,
Para nós amor pendente!...
Sim, para ti e para toda a gente,
Entre o Beijo celeste e a morada feita,
Por Jesus,
o Cristo!

Perto está o vento,
Dançante,
O espírito livre,
Não escondido detrás do véu,
Mas solto reflectindo de Deus a glória,
Dos olhos presos não ao temor,
Mas dados felizes, hoje, ao Amor.

Rodopiam esfuziantes em arco
Os anjos fiéis no batuco do Céu,
Na morada certa, o Trono de Deus,
Timbrada pelo selo perfeito do Amor!
E, nisto, esquecida vai a infeliz dantes dor,
Correndo solícitas as figuras celestes
Numa vaga de louvor para o Pai do Amor!

É Amor paralisante de Deus
Para os seus,
Pintando a piano de fundo
E
Surdina breve
Os corações afadigados da terra,
No leve amplo abrir do céu aberto…

Perto é chegado
O Beijo cheio De Graça
De Deus para os Seus,
Ontem pendente ósculo perfeito...
Mortos na lei eram cansados oprimidos,
Mas, hoje, são felizes de Deus redimidos,
tidos vivificados  pelo filho, o Cristo!


Cercados eram de pecado, insisto,
Maldade era a imaginação do seu coração,
Nos átrios longe e escondidos de Deus! 
Hoje felizes redimidos, eram sedentes de Amor,
Mortos do pecado e na mão do Deus do furor
Corriam ingénuos de iniquidade em iniquidade!
Vaidade era Seu nome, maldade era Seu coração!


Mas, hoje, São promessas eternas
que tu herdas, ontem dadas a Abraão,
mas hoje pela mão de Cristo cumpridas
e por ti ditosamente tidas!
Abre tua Boca, Move teus lábios
e louva ao Deus que ousa te Amar!
Sim, louva, com salmo e hino
ao paladino da graça e da tua alma!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Que Diremos, Pois, Do Homem!?

Que diremos, pois, do Homem!?
Diremos, pois, que é um homem desinformado de Deus, diria eu… Um homem que erra no seu desígnio, vivendo só… Vivendo só consigo num mundo às cegas, entre dor e desesperança dos homens nos homens.

Que diremos, pois, do Homem!?
Diremos, com certeza, que é um Homem que desconhece a recta justiça de Deus, buscando estabelecer em si a sua própria justiça, errando, assim, na justa justiça de Deus.

Que diremos, pois, se a nossa injustiça for motivo da justiça de Deus!? Diremos que Deus é injusto, errando com excessivo zelo sobre nós!? Diria eu, de modo algum!

E mais, como pode o homem buscar conhecer a justiça de Deus pelo homem, desinformando-se plenamente de Deus, errando em si perdido! De modo algum, poderemos querer conhecer a justiça de Deus pelos homens, pelos seus comportamentos pecaminosos e pelas suas vãs palavras, em si sem base.

Nós, sempre, somos conhecidos de Deus, todavia Deus só se faz nosso conhecido quando com ele buscamos estabelecer uma relação bilateral. E, quando buscamos conhecer a sua palavra, a palavra da verdade, que liberta…

Que diremos, pois, mais do Homem!? Penso que diremos somente as palavras de Deus “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. Diremos, pois, que o Homem só consegue perceber as coisas de Deus quando tem o espírito de Deus.

Mas, que será isto de ter o espírito de Deus!? Soa a loucura, não!? Soa, sim, a loucura, todavia pela graça de Deus não o é. Ora, então, atentemo-nos para as palavras de Jesus, para que de algum modo consigamos perceber o que é isto de ter o espírito de Deus em nós. Todavia, sem nunca descurar que já no início do livro de Genesis nos é dito que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, isto porque também somos espírito, tal como ele é “Deus é espírito”.

Com efeito, olhemos para as palavras de Jesus quando a dado momento diz “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei” e Jesus continua a falar, dizendo “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há-de vir”.

Ora, então, o que é isto do consolador e do espírito da verdade que nos guiará em toda a verdade!? Bem, simplesmente, é o espírito santo que nós recebemos quando confessamos jesus Cristo como salvador e senhor das nossas vidas, o designado espírito da promessa que passa a habitar em nós, tal como nos é dito pelo apóstolo Paulo várias vezes “Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.

Assim, diremos, que as coisas de Deus só serão conhecidas pelos homens de Deus, porque aos outros parecem meras loucuras destemperadas “ porque a palavra da cruz parece loucura para os que perecem, mas para nós é o poder de Deus para a salvação”.