quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Que Diremos, Pois, Do Homem!?

Que diremos, pois, do Homem!?
Diremos, pois, que é um homem desinformado de Deus, diria eu… Um homem que erra no seu desígnio, vivendo só… Vivendo só consigo num mundo às cegas, entre dor e desesperança dos homens nos homens.

Que diremos, pois, do Homem!?
Diremos, com certeza, que é um Homem que desconhece a recta justiça de Deus, buscando estabelecer em si a sua própria justiça, errando, assim, na justa justiça de Deus.

Que diremos, pois, se a nossa injustiça for motivo da justiça de Deus!? Diremos que Deus é injusto, errando com excessivo zelo sobre nós!? Diria eu, de modo algum!

E mais, como pode o homem buscar conhecer a justiça de Deus pelo homem, desinformando-se plenamente de Deus, errando em si perdido! De modo algum, poderemos querer conhecer a justiça de Deus pelos homens, pelos seus comportamentos pecaminosos e pelas suas vãs palavras, em si sem base.

Nós, sempre, somos conhecidos de Deus, todavia Deus só se faz nosso conhecido quando com ele buscamos estabelecer uma relação bilateral. E, quando buscamos conhecer a sua palavra, a palavra da verdade, que liberta…

Que diremos, pois, mais do Homem!? Penso que diremos somente as palavras de Deus “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. Diremos, pois, que o Homem só consegue perceber as coisas de Deus quando tem o espírito de Deus.

Mas, que será isto de ter o espírito de Deus!? Soa a loucura, não!? Soa, sim, a loucura, todavia pela graça de Deus não o é. Ora, então, atentemo-nos para as palavras de Jesus, para que de algum modo consigamos perceber o que é isto de ter o espírito de Deus em nós. Todavia, sem nunca descurar que já no início do livro de Genesis nos é dito que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, isto porque também somos espírito, tal como ele é “Deus é espírito”.

Com efeito, olhemos para as palavras de Jesus quando a dado momento diz “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei” e Jesus continua a falar, dizendo “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há-de vir”.

Ora, então, o que é isto do consolador e do espírito da verdade que nos guiará em toda a verdade!? Bem, simplesmente, é o espírito santo que nós recebemos quando confessamos jesus Cristo como salvador e senhor das nossas vidas, o designado espírito da promessa que passa a habitar em nós, tal como nos é dito pelo apóstolo Paulo várias vezes “Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.

Assim, diremos, que as coisas de Deus só serão conhecidas pelos homens de Deus, porque aos outros parecem meras loucuras destemperadas “ porque a palavra da cruz parece loucura para os que perecem, mas para nós é o poder de Deus para a salvação”.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

DeusÉamor

Quando olhamos para Deus observamos que ele não foi ou será, ou simplesmente está sendo num determinado tempo, percebemos, sim, que ele É. Percebemos que ele É hoje, não havendo em sim mudança ou sombra de variação. Inclusive, ele É antes do tempo! Ora vejamos, Jesus a dado momento diz " Na verdade na verdade vos digo que antes que abraão existisse, eu sou". Percebemos, então, que Jesus, o Deus que se fez carne, poderia ter dito, por exemplo, eu já era antes, todavia ele opta por dizer "Eu sou". Aqui constata-se que Deus é atemporal e antes de todas as coisas, antes da fundação do mundo, e sustém em si todas as coisas "Ele é antes de todas as coisas e todas as coisas subsistem por ele; sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder". Deus ultrapassa, pois, o próprio tempo, ou seja, não está sujeito ao tempo, porque simplesmente habita na eternidade sem sensação de passado, presente ou futuro. Simplesmente move-se na eternidade, por isso, se diz "que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia". Percebemos, então, que os dias de Deus são um dia, sendo o seu tempo um eterno hoje.
Assim sendo, por vezes, aquilo que para nós parece tardar e pensamos que poderá não se vir a cumprir para Deus acontecerá segundo a sua vontade, segundo o seu tempo, que é um simples existir perene. E, diria mais, quem sabe para Deus essas coisas, as que almejamos e tomamos como suas promessas, já o são, porque ele" chama as coisas que não são como se já fossem".
Antes pensava-se que se se retirasse a matéria e o seu movimento continuaria a existir tempo e espaço, contudo percebe-se que sem matéria não há tempo. Por isso, Deus não fez o mundo no tempo, mas o mundo com o tempo.
Agora, e depois de percebermos que Deus É, resta perceber o que É Deus, diria, simplesmente “Amor!”
Deus é um Deus de amor que redunda em amor por nós, não querendo saber da nossa condição de homens falhos em si, amando-nos de tal maneira que deu o melhor de si por nós, seu unigénito filho, a saber jesus Cristo, para que todo aquele que crê tenha a vida eterna. Deus esquecendo a nossa condição de homens de carne em pecado chama-nos a tomar posse da vida eterna "toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado". E, diz-nos que todo aquele que confessar seu filho como senhor será livre da escravatura do mundo e dos seus ditames, tendo em si o espírito de Deus, que o chamará à liberdade “Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”.

E, paro livre ao pensar, contemplando a glória de Deus, o único Deus, que, Hoje, como muito no passado, não é conhecido pelos que não o querem conhecer e não é entendido pelos que o querem Amar. Um Deus, hoje, zombado, humilhado e menosprezado por tantos, não o reconhecendo, e um Deus que é desconhecido por muitos que o reconhecem, porque é feito à imagem dos homens e da sua justiça.
Um Deus de amor e soberano que nos chamou à liberdade, para que possamos desfrutar livres e não libertinos dessa mesma liberdade, sobretudo instando que cresçamos em amor. Um Deus verdadeiro, que nos dá a sua paz não como o mundo nos dá, que quer comunhão connosco.
Um Deus supremo, que é sobre todas as coisas, mas, acima de tudo, um Deus compassivo e misericordioso, pleno em amor, que não lança fora nenhum daqueles que vêm a si, crendo...
Querendo ter novidade de vida, deixando as coisas velhas e a escravatura do pecado, que procede da nossa natureza de Homem terreno.
E, livre ao pensar digo que os fortes se façam fracos, e os sábios se façam loucos, e ricos se façam pobres, para que todos estes possam vir ao conhecimento de Deus, porque Deus aperfeiçoa o seu poder na fraqueza, exaltando os humildes.